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Evangelização Infantil

O que é Evangelização Espírita?

A denominação de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil, se dá à transmissão do conhecimento espírita e da moral evangélica pregada por Jesus que foi apontado pelos Espíritos superiores, que trabalharam na Codificação, como modelo de perfeição para toda a Humanidade.

O ensinamento espírita e a moral evangélica são os elementos com os quais se trabalha nas aulas. Estes conhecimentos são levados aos alunos por meio de situações práticas da vida, de acordo com as diretrizes curriculares da Federação Espírita Brasileira, que pretende que a criança reflita e tire conclusões próprias dos conteúdos estudados.

Por que evangelizar a criança e o jovem?

“Inútil improvisar escoras regenerativas para obrigar o endireitamento de árvores que envelheceram tortas. As escoras só asseguram o crescimento correto das plantas novas, evitando que seus caules se desviem do rumo certo. Assim ocorre também com os seres humanos. Depois que as pessoas consolidam tendências e as transformam em viciações, que acabam por tornar-se numa segunda natureza, tudo fica sempre muito difícil quando se cogita de reformas de procedimento, em sentido profundo.É preciso cuidemos, portanto, da criança e do jovem, plantas em processo de crescimento, ainda amoldáveis e direcionáveis para o bem maior”.(Campo Fértil, Leopoldo Machado)

“Do ponto de vista espírita, a educação não começa no berço nem termina no túmulo, mas antecede ao nascimento e sucede à morte do corpo físico. É a ação constante, ininterrupta, que ajuda a modificar os seres, auxiliando-os na escalada evolutiva, rumo à perfeição, na esteira infinita do tempo”. (Pelos Caminhos da Evangelização, Cecília Rocha)

Como funciona a Evangelização no Centro Espírita Luz no Caminho?

Cientes da necessidade e da importância da evangelização espírita à criança e ao adolescente, o CELC passa a oferecer as aulas de evangelização uma vez por semana, aos sábados, no horário das 09h às 10h50min, para crianças a partir de 04 (quatro) anos de idade.

As crianças são divididas em turmas que obedecem a seguinte seriação:

1º Ciclo – 4 e 5 anos

2º Ciclo – 6 a 8 anos

3º Ciclo – 9 a 11 anos

4º Ciclo – 12 anos

A partir de 13 anos os jovens são encaminhados à Mocidade Espírita Maria Dolores

O Evangelizador

Como facilitador do conhecimento espírita, oferecido pelo Centro Espírita às novas gerações, o evangelizador deverá reunir determinadas características que favoreçam seu papel de intermediador entre o conhecimento inato do evangelizando e o conhecimento adquirido, de maneira sistematizada, na Doutrina.

Assim, é importante que:

  • conheça os conteúdos doutrinários;

  • seja um referencial de comportamento ético, à luz dos ensinamentos de Jesus;

  • esteja convencido de que a Evangelização Espírita irá contribuir para a transformação moral da Humanidade;

  • tenha entusiasmo pela tarefa;

  • seja flexível e receptivo à aquisição de novos conhecimentos ;

  • tenha uma visão integrada do Currículo da Evangelização e de sua inserção no Movimento Espírita;

  • saiba escolher metodologias que possibilitem ao evangelizando construir, elaborar e expressar seu conhecimento;

  • tenha sensibilidade para se avaliar, considerando seu papel de mediador entre o conhecimento, o aluno e sua realidade.

Fonte: Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infanto- Juvenil - FEB

A responsabilidade dos pais

Como um convite à reflexão, trazemos o pensamento de Emmanuel, através de trecho de mensagem ditada a Chico Xavier, e publicada na Revista Reformador de janeiro de 1960, denominada Doutrina Espírita:

Toda crença é respeitável. No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.

E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe conta”.

Cecília Rocha, no livro Pelos Caminhos da Evangelização faz o importante alerta aos pais espíritas.

A educação familiar, isto é, aquela que orienta a formação do caráter, é da alçada dos pais e deve estar impregnada dos valores por eles aceitos. Portanto, à família e à escola cabem oferecer o tipo de material que servirá de base à atividade de reflexão do educando. Este receberá sempre influências externas e opostas, muitas vezes às recebidas na família, mas haverá, com certeza, prevalência dos valores e dos conceitos que a família lhe tenha oferecido.

Torna-se necessário, assim, que os pais compreendam que lhes cabe, sem sombra de dúvida, a atribuição natural da seleção de valores e de informações que devem dar aos filhos e das quais não podem abrir mão. Sem descurar do aspecto e da necessidade de ensinar a pensar, os pais devem, ao mesmo tempo, oferecer aos filhos o que pensar, até que eles, atingida a maturidade, escolham o seu próprio material.

Enquanto não chega esse momento, cabe-lhes encaminhá-los nos complicados meandros do raciocínio e do discernimento. Realizada essa tarefa, os pais estarão quites com suas obrigações, uma vez que cada um tem o seu livre-arbítrio e toma as suas decisões quando atinge a maturidade.

No que concerne à educação religiosa, a postura é a mesma. Impossível delegar a outrem a tarefa de orientar os filhos nesse importante ponto. Não há argumentos que convençam do contrário.

Em razão disso, é por demais evidente que os pais espíritas, como todos os outros pais pertencentes a outras correntes de pensamento, têm o dever de orientar os filhos dentro dos princípios éticos, religiosos ou filosóficos que orientam seus próprios passos na trajetória terrena.

O pai espírita, portanto, que é indiferente à orientação da prole dentro dos ensinamentos do Espiritismo, não está sendo coerente com os seus princípios, e demonstra grande e perniciosa indiferença em relação ao que é mais importante aos próprios filhos. Ele só não deve intervir na orientação dos filhos se estes já tiverem atingido a maturidade. Fora disso, é sua obrigação intransferível transmitir os conhecimentos espíritas à família, educando-a de acordo com a concepção de vida que o Espiritismo descortina.

Nenhum pretenso escrúpulo de cerceamento da liberdade de pensar deve diminuir a determinação dos pais nesse sentido, pois já vimos que as vacilações na escolha do tipo de educação religiosa a ser seguida tem favorecido a interferência de terceiros numa tarefa que é de exclusiva responsabilidade da família.

Conscientizemo-nos de que os espíritos que reencarnam num lar espírita necessitam, mais do que tudo, da orientação que o Espiritismo pode oferecer. De outro modo, teríamos que admitir que retornamos à Terra sem nenhum planejamento, navegando no mar da vida, ao sabor das ondas, sem rumo, sem bússola, sem recursos para refazermos o passado e avançar para o futuro de passo firme e certo.

O Espiritismo, que revive as lições de Jesus, é a melhor herança a ser deixada aos filhos, se na realidade já entendemos o alcance que a Doutrina tem na reconstrução da sociedade humana, cada vez mais carente de compreensão e de paz.

Eduquemos, com o maior empenho, nossos filhos, dentro dos princípios espíritas, sem receios, sem vacilações, convencidos de que estamos colaborando para a sua efetiva felicidade e para a regeneração do mundo.

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